sábado, 24 de maio de 2008
Uma Historia de Passarinho
Foi amor a terceira vista. Estava admirando aquela criatura que eu criara meio sem querer num dia de total falta de inspiração. Parecia com qualquer ave, nenhuma em especifico para falar a verdade. Eu já sabia que conforme eu criasse a criaturinha ela se tornaria o que eu bem entendesse, pensando nisso fui criando-a. Deixei-a sobre a minha escrivaninha ciscando e de vez em quando eu dava um pouco de atenção a pobre criatura. Aos poucos foi crescendo, é claro, e se parecia cada vez mais com um gavião, estava felicíssimo pela minha avezinha. Mas um dia chegando em casa vi que meu futuro gavião havia se tornado uma porcaria de uma galinha! A ave que tanto dei amor e carinho, agora era uma galinha? Continuei tentando, não desistiria de meu imponente gavião, depenei suas penas esperando que crescessem de gavião, aparei teu bico, mas de nada adiantava, nem pavão haveria de se tornar. Galinha não se torna gavião.
Um dia cheguei em casa e vendo aquela maldita galinha ciscando meu caderno e só parecendo cada vez mais com o que ela já se mostrara, me trouxe uma fúria súbita, agarrei o pescoço da ave e apertei até a pobre perder todas as penas, depois juntei todos os restos e joguei no lixo.
Mas não é que aquela ave viria me atormentar de novo! Um dia quando estava sem fazer nada em casa eu vi que como uma fênix de papel a ave voltara, dessa vez sob uma forma de gavião! E que gavião! Penas negras, garras afiadas, olhos aguçados! Apenas um pequeno detalhe: na ultima estrofe, lá no último verso, eu vi que sua perna estava quebrada. Que pena eu tive da pobre ave, tão bela, tão imponente, mas não pode existir uma ave de caça que por culpa da pata quebrada dependa do dono, um gavião tem de viver sozinho e este morreria com a tal da pata quebrada. Tentei consertar a pata, mas gavião não foi feito para ter auxilio do dono. Coitado, tive de matá-lo.
Passei um bom tempo chorando por meu belíssimo gavião, mas quando eu menos esperava ele reapareceu e queimando se transformou em um passarinho de estimação, um pequenino periquito.Não era grande coisa, pequenino, não muito bonito, poucas penas, bico curto, olhos pequenos...mas acabei criando por ele um certo carinho. Não tive dúvida, comprei uma folha de papel e botei o periquito nela.
Um dia cheguei em casa e vendo aquela maldita galinha ciscando meu caderno e só parecendo cada vez mais com o que ela já se mostrara, me trouxe uma fúria súbita, agarrei o pescoço da ave e apertei até a pobre perder todas as penas, depois juntei todos os restos e joguei no lixo.
Mas não é que aquela ave viria me atormentar de novo! Um dia quando estava sem fazer nada em casa eu vi que como uma fênix de papel a ave voltara, dessa vez sob uma forma de gavião! E que gavião! Penas negras, garras afiadas, olhos aguçados! Apenas um pequeno detalhe: na ultima estrofe, lá no último verso, eu vi que sua perna estava quebrada. Que pena eu tive da pobre ave, tão bela, tão imponente, mas não pode existir uma ave de caça que por culpa da pata quebrada dependa do dono, um gavião tem de viver sozinho e este morreria com a tal da pata quebrada. Tentei consertar a pata, mas gavião não foi feito para ter auxilio do dono. Coitado, tive de matá-lo.
Passei um bom tempo chorando por meu belíssimo gavião, mas quando eu menos esperava ele reapareceu e queimando se transformou em um passarinho de estimação, um pequenino periquito.Não era grande coisa, pequenino, não muito bonito, poucas penas, bico curto, olhos pequenos...mas acabei criando por ele um certo carinho. Não tive dúvida, comprei uma folha de papel e botei o periquito nela.
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Um comentário:
não acredito que esqueci de comentar logo esse texto!
Está demais, ouviu? Demais mesmo. Muito fluente, ótimo de ler.
Adorei.
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