quarta-feira, 21 de maio de 2008
Um certo melhor amigo
Ele me perguntou se eu me lembrava, outro dia.
E é claro que foi a pergunta mais tola que ele já me fez: como poderia não me lembrar? Ainda que minha memória se esvaísse da noite pro dia, de modo que eu não soubesse nem mesmo qual era meu nome, reconheceria naquele rapaz o meu Quim. É simplesmente mais do que alguns fatos. Meus sentimentos se confundem com as lembranças que eu tenho, e mesmo que elas fossem embora, os sentimentos ficariam, eu sei.
Mas me lembro de cada segundo de nossas vidas. Uma coisa tão boba e sem sentido. E ainda assim, uma coisa que eu amo.
É incrível como somente bobagens assim conseguem atingir o nível do sublime, ainda que pareçam, ainda que sejam medíocres. Afinal, são coisas que amo.
Penso nos nossos tempos de criança e miro aquilo que nos tornamos. Estamos juntos há tanto tempo! E por mais que eu queira sair, me libertar, conhecer o mundo e viajar, sei que poderei sempre voltar. E quando o fizer, será pra ele, pois estamos tão unidos que me sinto como se fosse ele o meu lar.
É toda a minha certeza nesse mundo: um garoto magrelo e desengonçado como todo magrelo deve ser, um menino-homem, um amigo amor que eu chamo de Quim, de Quin-dim, o meu querido Joaquim.
(Cata)
E é claro que foi a pergunta mais tola que ele já me fez: como poderia não me lembrar? Ainda que minha memória se esvaísse da noite pro dia, de modo que eu não soubesse nem mesmo qual era meu nome, reconheceria naquele rapaz o meu Quim. É simplesmente mais do que alguns fatos. Meus sentimentos se confundem com as lembranças que eu tenho, e mesmo que elas fossem embora, os sentimentos ficariam, eu sei.
Mas me lembro de cada segundo de nossas vidas. Uma coisa tão boba e sem sentido. E ainda assim, uma coisa que eu amo.
É incrível como somente bobagens assim conseguem atingir o nível do sublime, ainda que pareçam, ainda que sejam medíocres. Afinal, são coisas que amo.
Penso nos nossos tempos de criança e miro aquilo que nos tornamos. Estamos juntos há tanto tempo! E por mais que eu queira sair, me libertar, conhecer o mundo e viajar, sei que poderei sempre voltar. E quando o fizer, será pra ele, pois estamos tão unidos que me sinto como se fosse ele o meu lar.
É toda a minha certeza nesse mundo: um garoto magrelo e desengonçado como todo magrelo deve ser, um menino-homem, um amigo amor que eu chamo de Quim, de Quin-dim, o meu querido Joaquim.
(Cata)
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Um comentário:
A Cata me deixa louca. Ela é tão legal com essas falas filosófica. Me deu vontade de escrever. Um certo, certissimo melhor amigo. É o que todos precisamos ter.
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