Andava sozinha nas ruas da minha cidade. Uma cidade pequena, de coração grande, abrigava as melhores almas. E daí? Eu estava sozinha. Sem amigos, sem família, estava perdida.
O sol me acolheu nos jardins solitários, a sombra cobria o cemitério, guardava almas mortas, que um dia esperam pela vinda de seus amados, que ainda assombravam as terras que hoje não mais lhe pertencem.
Sentei sozinha. No parque, no cemitério, sentei esperando... esperando...
Esperando o que?
Esperando a vida, a morte, uma alma do cemitério, alguém para alegrar meu dia? Não sei, somente esperando.
De repente, o banco ganhou cor. Eu não estava solitária. Nem acompanhada. O banco ganhou cor! A sombra do cemitério me acolheu, as flores podres guardando túmulos vazios de amor, ganharam vida. Um passe de mágica!
Ah, é verdade, mágica, sonhos, alegria. Isso não existe. Pelo menos pra mim...
Solitária fiquei de novo, mas o banco e as flores, ainda tinham vida.
E agora?
Ah, que se dane!
Continuei andando, solitária não mais fiquei. Sim, é assim que tudo pareceu mais belo naquela cidade...
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