segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Requien de letras
"To you I'm the stranger but you're strange to me"
blind guardian - goodbye my friend
O sol matinal serpenteia a sobra da cruz invertida no meu chão
os solos falhos e foscos entediam a multidão que vibrava
e as nuvens aliviam uns poucos por quanto o calor aqueceu
os gritos das cigarras meu mau humor cansado chamava
lalamilalalasomilala
lalalmila so mi lalala
Vivaz oriunda o cego, e vivo circunscreve o verso quando de noite
a lua te fala que amanhã vai achar o carrasco dos seus erros
pode ser amanha mesmo ou depois, mas sabe que esta para chegar o açoite
segue calado entediado, e sem nada mudar!
juiz apenas a mente
a justiça do penintente
NAO
Quando o dia e a noite sao enfadonhos e inuteis, o céu e a terra colidem
o conceito de geraçoes se torna redundante e inutil, e a verdade ilusoria e egoista
se torna nossa e deles, calibra a visao a audição e eludece na bebida e no ópio
amanha o dia é longo e sabio? ou um tolo breve numa tarde de sabado?
Tolo
lalala la mi mi so mi la
lala mi mi so mi la
blind guardian - goodbye my friend
O sol matinal serpenteia a sobra da cruz invertida no meu chão
os solos falhos e foscos entediam a multidão que vibrava
e as nuvens aliviam uns poucos por quanto o calor aqueceu
os gritos das cigarras meu mau humor cansado chamava
lalamilalalasomilala
lalalmila so mi lalala
Vivaz oriunda o cego, e vivo circunscreve o verso quando de noite
a lua te fala que amanhã vai achar o carrasco dos seus erros
pode ser amanha mesmo ou depois, mas sabe que esta para chegar o açoite
segue calado entediado, e sem nada mudar!
juiz apenas a mente
a justiça do penintente
NAO
Quando o dia e a noite sao enfadonhos e inuteis, o céu e a terra colidem
o conceito de geraçoes se torna redundante e inutil, e a verdade ilusoria e egoista
se torna nossa e deles, calibra a visao a audição e eludece na bebida e no ópio
amanha o dia é longo e sabio? ou um tolo breve numa tarde de sabado?
Tolo
lalala la mi mi so mi la
lala mi mi so mi la
Despoesia
Mesmo assim porque mesmo depois
Só viu o céu e caiu depois
Algo que não possa ser percebido
Abri minha janela e tomei um tiro
O verso branco, semi-pardo
Lembra? É aquele que atingimos com um dardo
Num dia de sol muito nublado
Enquanto contávamos cabeças de gado
Estava andando no parque
Com o sol do meu lado
Num dia de sábado
Meu lábio estava todo rachado
Vivemos disse o, Porra!
Porra? Disse o, cão?
Venderam meu cavalo hoje
Meu belo carneiro de chocolate
(de Dimas, Tomás, Luiz e Marco)
Só viu o céu e caiu depois
Algo que não possa ser percebido
Abri minha janela e tomei um tiro
O verso branco, semi-pardo
Lembra? É aquele que atingimos com um dardo
Num dia de sol muito nublado
Enquanto contávamos cabeças de gado
Estava andando no parque
Com o sol do meu lado
Num dia de sábado
Meu lábio estava todo rachado
Vivemos disse o, Porra!
Porra? Disse o, cão?
Venderam meu cavalo hoje
Meu belo carneiro de chocolate
(de Dimas, Tomás, Luiz e Marco)
sábado, 9 de agosto de 2008
"O Tigre
Tigre, Tigre, viva chama
Que as florestas de noite inflama,
Que olho ou mão imortal podia
Traçar-te a horrível simetria?
Em que abismo ou céu longe ardeu
O fogo dos olhos teus?
Com que asas ousou ele o vôo?
Com que mão ousou pegar o fogo?
Que arte & braço pôde então
Torcer-te as fibras do coração?
Quando ele já estava batendo
Que mãos e que pés horrendos?
Que cadeia? que martelo,
Que fornalha teve o teu cérebro?
Que bigorna? Que tenaz
Pegou-çhe os horrores mortais?
Quando os astros alancearam
O céu e em pranto o banharam,
Sorriu ele ao ver seu feito?
Fez-te quem fez o Cordeiro?
Tigre, Tigre, viva chama
Que as florestas da noite inflama,
Que olho ou imortal mão ousaria
Traçar-te a horrível simetria?"
William Blake (1757-1827)
Tradução de José Paulo Paes
Que as florestas de noite inflama,
Que olho ou mão imortal podia
Traçar-te a horrível simetria?
Em que abismo ou céu longe ardeu
O fogo dos olhos teus?
Com que asas ousou ele o vôo?
Com que mão ousou pegar o fogo?
Que arte & braço pôde então
Torcer-te as fibras do coração?
Quando ele já estava batendo
Que mãos e que pés horrendos?
Que cadeia? que martelo,
Que fornalha teve o teu cérebro?
Que bigorna? Que tenaz
Pegou-çhe os horrores mortais?
Quando os astros alancearam
O céu e em pranto o banharam,
Sorriu ele ao ver seu feito?
Fez-te quem fez o Cordeiro?
Tigre, Tigre, viva chama
Que as florestas da noite inflama,
Que olho ou imortal mão ousaria
Traçar-te a horrível simetria?"
William Blake (1757-1827)
Tradução de José Paulo Paes
Assinar:
Comentários (Atom)