sábado, 17 de maio de 2008
O Caderno
Era um homem comum: tinha amigos, respirava, comia, tinha sonhos, desilusões...E tinha um caderno.
Desenhos sem sentido, rabiscos, uma palavra perdida, uma frase encontrada, uma mancha de caneta, um poema, uma folha em branco, uma folha rasgada. Um sonho, um pensamento, seus olhos, sua dor, seus medos, suas alegrias, seus sonhos...
O caderno era sua vida atrasada. Ou a vida seria o caderno atrasado?
As páginas novas do caderno apagavam as páginas velhas, que perdiam o sentido. Mas um caderno não se apaga, pode-se arrancar uma folha ou tentar apagar um pedaço ou outro, mas ainda fica as marcas que sobraram, uma folha arrancada é uma folha faltante. Um caderno segue até a última página, aí ele acaba.
O homem olhou para o caderno. A vida é assim? Ela acabará quando não tiver mais páginas para escrevê-la? Estou no meio de uma história que o propósito é chegar a um fim? Não posso fugir daquilo que já foi(ou será) escrito? Jogou o caderno na lareira, quem manda na minha vida sou eu.
Desenhos sem sentido, rabiscos, uma palavra perdida, uma frase encontrada, uma mancha de caneta, um poema, uma folha em branco, uma folha rasgada. Um sonho, um pensamento, seus olhos, sua dor, seus medos, suas alegrias, seus sonhos...
O caderno era sua vida atrasada. Ou a vida seria o caderno atrasado?
As páginas novas do caderno apagavam as páginas velhas, que perdiam o sentido. Mas um caderno não se apaga, pode-se arrancar uma folha ou tentar apagar um pedaço ou outro, mas ainda fica as marcas que sobraram, uma folha arrancada é uma folha faltante. Um caderno segue até a última página, aí ele acaba.
O homem olhou para o caderno. A vida é assim? Ela acabará quando não tiver mais páginas para escrevê-la? Estou no meio de uma história que o propósito é chegar a um fim? Não posso fugir daquilo que já foi(ou será) escrito? Jogou o caderno na lareira, quem manda na minha vida sou eu.
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