segunda-feira, 16 de junho de 2008
A arte de navegar
Aí pelas tantas, me disseram que navegar é a arte de ter um destino preciso. Eu disse " e daí, que me importa?"
Naquele tempo, a última coisa que eu queria era ter um objetivo. Pra quê? Não sou nenhum jogo de tabuleiro, eu pensava. Não tenho regras. Não tenho planos.
Acreditava nisso. Acreditava mesmo.
"E sonhos?", ela me perguntou. "Sonhos são uma grande propaganda enganosa que alguém inventou pra te forçar a se engaiolar nas regras".
Que filósofo eu era! Que rapaz inteligente!
Com o conceito de liberdade que ela me ensinou, eu a abandonei. Que esperto!
Mas ela tinha as convicções dela, e eu não queria ficar preso.
Mal sabia eu que estava prestes a me acorrentar para sempre.
Na solidão.
(Kim)
Naquele tempo, a última coisa que eu queria era ter um objetivo. Pra quê? Não sou nenhum jogo de tabuleiro, eu pensava. Não tenho regras. Não tenho planos.
Acreditava nisso. Acreditava mesmo.
"E sonhos?", ela me perguntou. "Sonhos são uma grande propaganda enganosa que alguém inventou pra te forçar a se engaiolar nas regras".
Que filósofo eu era! Que rapaz inteligente!
Com o conceito de liberdade que ela me ensinou, eu a abandonei. Que esperto!
Mas ela tinha as convicções dela, e eu não queria ficar preso.
Mal sabia eu que estava prestes a me acorrentar para sempre.
Na solidão.
(Kim)
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2 comentários:
O negócio dos seus personagens é que eles representam sentimentos humanos. Isso que é incrivel no Quim dim e nos outros, juntos, eles formam uma pessoa naquele transcendental dilema de um, nenhum e cem mil.
a coisa é que eu não consigo mais escrever se não for por um deles.
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