Um dia desses um amigo me propôs uma questão. Quem é você?
Essa pergunta tem me feito pensar muito no assunto. Minha primeira resposta foi meu nome, então meu amigo me respondeu “não te perguntei seu nome, mas quem é você?”. Respondi novamente meu nome. Não que este tenha um grande significado etimológico (na verdade, só tem algo a ver com azeitona), mas meu nome hoje significa muita coisa para mim e, espero, para quem bem me conhece também. Significa bem mais que minha data de nascimento, endereço, telefone, RG, etc... Ainda assim senti que meu nome não respondia satisfatoriamente a pergunta.
Busquei em dicionários, enciclopédias, livros, textos, poemas... Átomos de carbono? Um feixe de relações? Dúvidas? Um animal com inteligência abstrata? Soldadinho do sistema? Pura química? Tudo isso e ao mesmo tempo nada disso. Minha busca não me deixou nem um milímetro mais perto de uma resposta.
Sinto que todos tentaram responder o que é o homem (pergunta já difícil o suficiente sem especificar um homem). Ao vê-los buscar a resposta para essa pergunta vi as mais maravilhosas mentes se perderem dentre as milhares facetas humanas e, no máximo, responder a uma delas.
Para responder essa pergunta teríamos de ser completamente secos e indiferentes à resposta e portanto não-humanos... percebi que não conseguiria a resposta para nenhuma das perguntas. Peço ajuda, se alguém for capaz:
Quem é você? O que é o humano?
5 comentários:
Você tem certeza que consegue se definir?
A busca do eu próprio sempre vai terminar na mesma. Nada.
É uma pergunta de difícil resposta, porquê você não é seu nome, você nao é seu RG, você não é constante.
A pergunta "Quem é você?" é genérica. Nunca sei suas intenções quando me pergunta isso. Não sei se você quer simplesmete, "A beatriz, mas pode me chamar de bia" ou se você deseja saber o mais profundo dos segredos, que eu escondo e atuo sobre eles.
E, quanto mais fundo você for nessa pergunta, mais confuso essa pergunta parece. (Já chegaram a conclusão de que eu sou um holograma - essa pessoa pode estar errada ou certa)
POr enquanto, vamos evoluir nosso espírito e não acordar a ânsia da pergunta
>> my point of view
Mal ai por comentar ainda menos, mas estou no exterior...
Bom, certo dia, nao ha muito tempo, certa professora chegou em minha sala de aula, e com o sorriso no rosto nos falou: eu quero que voces PROVEM que existem, de qualquer jeito, com qualquer logica. Nem preciso dizer que o silencio foi total, claro.
NADA
“Constança, meu bem, Constança,
Constante sempre serei,
Constante até a morte.
Constante eu morrerei.”
constante transição.
Acho que o único que responde certo a essa pergunta é aquele que fica sem palavras.
Mas quem sabe?
a pergunta que se formou na minha cabeça:
se não formos nada, se não pudermos encontrar nada que defina nossa existência então deixaremos de ser?
acho que é um pouco isso que enlouquece.
Procurar uma resposta ao que somos é buscar uma coisa definida e inflexível que possamos aplicar a tudo que fazemos. É como se essa essência pudesse justificar todos nossos atos. O que me faz gostar tanto de sorvete? Gostar muito de sorvete pode me ajudar a me definir? Não sei se existe uma essência, e espero que não. Quando não existe algo certo e inquestionável, nos limitamos a ele. Se nos resumirmos a algumas palavras ou quaisquer outros instrumentos, nos limitamos a ele, o que reduz nossa possibilidade de ser. Assim, prefiro não ser nada e pode tentar ser o que quiser.
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