quinta-feira, 31 de julho de 2008

Cogito

Vivendo comigo mesmo não pude deixar de perceber o quão melancólico esse que chamo de eu é. E, como melancólico, jamais negarei que cogitei...

Cogitei jogar tudo pra cima, desistir, chutar o balde, largar a vida, pular da ponte, beijar o meio-fio e tantas outras formas que há de fazer essa mesma coisa.

Confesso também que todas as vezes não passaram de impulsos ultra-românticos temporários. Hoje olho para aqueles momentos e vejo uma ridícula vontade de desistência e um egoísmo extremo, não pelo estado que meus conhecidos poderiam ficar e todo esse blá-blá-blá de sempre.

O motivo desse meu olhar atual é que não vejo nada como meu e acredito que essa história de propriedade está toda errada. E assim nada deveria ser usado só para mim ou em meu benefício, inclusive a vida que me deram.

Sendo essa vida algo em que eu tenho voto minerva por acaso do destino e sendo essa vida algo que direta ou indiretamente influencia a todos penso logo que as minhas decisões devam ser sempre em prol do coletivo. Duvido que o interesse deste seja a morte de qualquer um, e seguindo esse raciocínio me mantenho vivo e lutando pelo que acredito melhor para todos.

E que “minha” vida seja por todos e não por mim... nem que não seja de todo.


Essas reflexões eu posto para todos aqueles que já cogitaram.

Um comentário:

Beatriz disse...

Muuuito bom!
parabéns!
adorei a forma como você pensou no bem coletivo
e reconhecer os momentos egoístas