segunda-feira, 21 de julho de 2008

Quando ensaiamos sobre nossas vidas, sempre existem problemas, quedas, algumas desconfianças e sonhos.
De vez em quando ele sonha. Sua vida está formada aos dezoito anos. Realizou todos os desejos, menos um. Difícil de descobrir, para ele, a vida é fácil, mas alguma coisa falta. Seu conhecimento é o necessário, aprendeu com a vida.
Ele só ensaia a vida, eis o pecado do teatro. A vida formada é no teatro. Sua vida real se confunde em linhas, palavras, emoções, ou que compõe sua vida, a arte. A arte de ser belo, de ter uma vida fácil, de ter uma vida encenada. Para ele a vida continua fácil, afinal 0 teatro é sua vida. Como todos desejam a mesma coisa.
Aquela menina passa de seu lado, e se confunde em seus passos, tropeça por ele. Olha bem para o seus olhos (tomara que ele não perceba, ela pensa), e pensa: bem, até agora, o que já aconteceu na sua vida? Os olhos do menino escondem tudo que ele já passou, afinal, as lágrimas escorridas por amor já se foram, as de risadas se acumulam no seu rosto, formando a angecalidade de seus traços. Aquele ponto de dúvida no rosto do menino, deixa a menina encantada.
Se ele reparou na menina? Bem, deve ter dado uma olhada, mas não liga muito, afinal ainda falta algo em sua vida. Mas ele não se preocupa, continua ensaiando a vida, e a deixa fluir.
Para ele, a única coisa que despenca agora são as cortinas do teatro.

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