sexta-feira, 25 de julho de 2008
Carpe Diem
Era terça feira, ou seria quarta? estava desanimado, fazia um frio horrível e eu estava atrasado. Todas as terças(ou quartas) começavam igual: acordava, tomava banho, café e ia para a escola. Terminavam igual, voltava cansado para casa, jantava tarde e dormia. Era a mesma coisa de sempre, mesmas aulas, mesmo tempo, mesmo lugar, mesmas pessoas...
Seus olhos naqueles óculos pareciam maiores, a roupa negra me lembrava os inquisidores naqueles tempos de censura, o caderno com o brasão vermelho e a caneta eram para mim naquele instante estante, cruz e fogo. Fiquei parado um tempo. A platéia esperava. Quer saber? não me importo, diria. Mas não disse, me importava. Baixei a cabeça e entrei. A criatura virou-se para aquela pedra verde que botam nas paredes, de uma caixa de madeira tirou pequenos cilindros brancos, que ao tocar a pedra me lembraram o choque do frio numa manhã ao sair das cobertas.
Pego meu caderno, pequenas histórias cotidianas se passam na minha cabeça. Talvez um grito, uma rebeldia qualquer do nada, para o nada. Mas um grito me livraria do proprio? Dizem que sim, "valvula de escape" é a palavra usada, acho que não acredito nisso. Deito a caneta e a cabeça, nessas horas o melhor é sonhar.
"Carpe Diem" diz a velha senhora. Eu já ouvi isso antes, "carpe diem", se não me engano numa tatuagem e embaixo os dizeres: "viva a vida como um louco". Foram os romanos que inventaram, diz a velha senhora, mas o sentido era diferente de viver a vida adoidado, sem preocupações. "Significa aproveitar a vida". O que seria aproveitar realmente a vida?
Chega nova criatura, não é tão velha quanto a outra e definitivamente não tão amendrotadora. Em vez de se ater a pedra verde, fica a monologar com a platéia, embora muitos prefiram virar os olhos. Fala sobre maquiavel, que as vezes queremos mais os fins, do que os meios. Contanto que o fim seja bom, o meio nao importa, diz ela. Concordo, nao quero o meio, quero o fim.Procura uma folha pra escrever isso, acabo encontrando outra coisa, um conto de alguem, que tinha me emprestado pra ler. Para se chegar, era o titulo...
"Acordar. sem levantar.Ligar aquela musica e viver debaixo do edredom 5 minutos interminaveislevantar de pes descalcos. Sentir a vida que pulsa mais um diaIndependente do sol ou da chuva, dizer bom dia..."
Um sol batia de leve na madeira, tocou ainda mais de leve minha mao. Meios, nao existem, sao sempre fins, depende de como vemos nossa vida. Pode-se viver sempre tentando alcancar algo, na verdade voce acaba nao vivendo, so tentando viver, o unico jeito de viver e vivendo. E seguir vivendo é sim "aproveitar a vida".
(ja peco perdao pela falta de acentuacao e de cedilha, mas este computador que estou usando nao os tem, peco perdao tambem pois este texto eh soh a primeira versao, ou seja, ainda vai ser reescrito, postei para saber o que acham)
Seus olhos naqueles óculos pareciam maiores, a roupa negra me lembrava os inquisidores naqueles tempos de censura, o caderno com o brasão vermelho e a caneta eram para mim naquele instante estante, cruz e fogo. Fiquei parado um tempo. A platéia esperava. Quer saber? não me importo, diria. Mas não disse, me importava. Baixei a cabeça e entrei. A criatura virou-se para aquela pedra verde que botam nas paredes, de uma caixa de madeira tirou pequenos cilindros brancos, que ao tocar a pedra me lembraram o choque do frio numa manhã ao sair das cobertas.
Pego meu caderno, pequenas histórias cotidianas se passam na minha cabeça. Talvez um grito, uma rebeldia qualquer do nada, para o nada. Mas um grito me livraria do proprio? Dizem que sim, "valvula de escape" é a palavra usada, acho que não acredito nisso. Deito a caneta e a cabeça, nessas horas o melhor é sonhar.
"Carpe Diem" diz a velha senhora. Eu já ouvi isso antes, "carpe diem", se não me engano numa tatuagem e embaixo os dizeres: "viva a vida como um louco". Foram os romanos que inventaram, diz a velha senhora, mas o sentido era diferente de viver a vida adoidado, sem preocupações. "Significa aproveitar a vida". O que seria aproveitar realmente a vida?
Chega nova criatura, não é tão velha quanto a outra e definitivamente não tão amendrotadora. Em vez de se ater a pedra verde, fica a monologar com a platéia, embora muitos prefiram virar os olhos. Fala sobre maquiavel, que as vezes queremos mais os fins, do que os meios. Contanto que o fim seja bom, o meio nao importa, diz ela. Concordo, nao quero o meio, quero o fim.Procura uma folha pra escrever isso, acabo encontrando outra coisa, um conto de alguem, que tinha me emprestado pra ler. Para se chegar, era o titulo...
"Acordar. sem levantar.Ligar aquela musica e viver debaixo do edredom 5 minutos interminaveislevantar de pes descalcos. Sentir a vida que pulsa mais um diaIndependente do sol ou da chuva, dizer bom dia..."
Um sol batia de leve na madeira, tocou ainda mais de leve minha mao. Meios, nao existem, sao sempre fins, depende de como vemos nossa vida. Pode-se viver sempre tentando alcancar algo, na verdade voce acaba nao vivendo, so tentando viver, o unico jeito de viver e vivendo. E seguir vivendo é sim "aproveitar a vida".
(ja peco perdao pela falta de acentuacao e de cedilha, mas este computador que estou usando nao os tem, peco perdao tambem pois este texto eh soh a primeira versao, ou seja, ainda vai ser reescrito, postei para saber o que acham)
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Um comentário:
lindo, lindo, lindo.
Adjetivos, perdoa?
Estou sem palavras, a não ser por eles. Porque é daqueles textos que causam formigação na garganta e fazem a gente respirar mais rápido. Aqueles textos que não são só textos, não são só idéias, são sensações.
Espero que esteja tudo legal aí onde você está, estou com saudades!
Beijo!
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