segunda-feira, 11 de maio de 2009

flor

logo lá, tao longe
ja nem sei mais onde..
reside a flor alienada
com seus olhos sonhadores pairando incertos

a mais bela das flores
sempre tao intocavel
se dista tanto de seu amor
remanece , permanece, sozinha com os vencedores

flor, que de tua haste so me restam teus espinhos
nem teu vento nem teu vinho
os meus afetos
nao te afetam

óde a flor!
que tuas petalas
belas como estrelas
que de linhas certas e incertas
escreve minha estoria
tire-me dessa noia,
prive-me do tão obvil,
me deixe esquecer..
as flores

flor que nao ve aqueles fatos
para mim tao claros fatos
tao obvios como aplausos dos ignorantes

a incerteza esperançosa corajosa e incerta de ter-lhe algum dia sustenta-me

Um comentário:

Nada disse...

Até agora o melhor, mas se eu fosse você tentaria algo menos romanesco, Rilke explica...