terça-feira, 11 de novembro de 2008

Encontrei em mim um dia
Um certo estandarte
Atrás de toda arte
Em cima do céu vermelho
Atrás da igreja
Em frente ao palácio,
Quando não via mais nada
Dos olhos, cinzas fumaças,
E os carros parados
Os vidros fechados
Duros, malditos, incautos
Períodos e paradoxos
E rimas.
Incautos.
De aço e vidro, sou.
Buzinas e semáforos
Musas de plástico
Os prédios e muros
Lâmpadas elevadas ao sol
E o céu saído sobre um copo
Enraizando meus pés à cama
Enquanto vejo não vejo
Estou, não sou
E o relógio não passa
Espelho quebrado
Da janela do carro.

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