quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Fim

Fernando Sabino
Manuel Bandeira
Cada um do seu jeito
A última, o último
Questão de gênero?

Dedicatória final no meio de um livro final:
O papel é curto, viver é cumprido.
É e nem o mundo de papel, escorrendo pelos oceanos de cortazar
Infindáveis.
La Vie em Close - Hoje não obrigado, nem amanhã. Ontem sim, será bom.

“Os mortos governam os vivos”
Governam? Frase feita já dizia um lá.
Muito bonito esse negócio de acabar morrendo.
Se quiser pode até fingir isso: que morremos
Mas um Pessoa já não disse que somos cadáveres adiados?
Então os mortos governam os mortos?

Sem soluções no momento.
“deixe o quarto como está. Agora, está tudo pronto. Estamos prontos. Quer ir?”

É domingo, fim de tarde. Domingo tem cara de fim de tarde e fim de tarde de domingo tem cara de fim de semana, bem no primeiro dia da semana.
Esse poente, esse conhaque, o homem atrás dos bigodes, o gauche e o Raimundo, deixam a gente comovida como o diabo.

6 comentários:

vezzoni disse...

nao sei se entendo o seu texto como satírico, ou como um auto retráto confuso ( digo isso em razão da sua mente confusa, e por sua fixaçao pelo cortázar...)

nada disse...

Não é exatamente satírico, nem sequer uma tentativa de um auto-retrato(pelo menos um auto-retrato meu). Não posso dizer o que significa, sinceramente não tenho muita certeza.
Posso falar da questão do método: foi uma tentativa frustrada de terminar nosso blog(achei ótimo você ter continuado mesmo assim), depois se tornou outra coisa.
Outra opção é considerar que seria um quase-suicida, sem aquilo do Bandeira de "apaixonado". No fundo é uma grande intertextualidade com um monte de coisa(poderia fazer uma lista com tudo que usei hahahah).

vezzoni disse...

voce consegue tornar tudo muito mais complicado, e quanto mais complicado mais lírico é o texto... ''nada'' brisa pra caralho (nao sei se certos termos como esse se assemelham á temática do blog... foda-se!)

Gabi Testa disse...

Estou com tanta, tanta, tanta raiva. E eu só fico com raiva desse jeito quando me emocionam muito, eu fico assim com essa impressão de que não é justo, quem é que deixou entrarem desse jeito em mim? É, Tomtom, eu não dei permissão. Além do mais, é meu aniversário. Foi um presente legal todos os seus últimos textos, já que eu não lia nada seu há tanto tempo. Seu grande gênio melancolico. Foi um presente bem legal. Bem, beijos! Até amanhã. (seja lá quando for que você vai ler isso)

nada disse...

Cuidado Gabriela com esse negócio de interpretação...Por que lhe deixou com raiva?

Gabi Testa disse...

Leia meu comentário de novo, Tomtom, a explicação está nele. E não me chame de Gabriela, é meio desagradável.